Prêmio de R$ 1 milhão do NFP está bloqueado por suspeita de fraude

Ganhador de R$ 1 milhão do Nota Fiscal Paulista pode perder o prêmio por suspeita de fraude. A suspeita é de que o homem teria colocado o CPF em compras de terceiros.

O prêmio de R$ 1 milhão do Nota Fiscal Paulista (NFP) do mês de Junho de 2017 foi bloqueado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) depois que o ganhador apresentou comportamento suspeito, a suspeita é de que o homem de Cotia na Grande São Paulo tenha fraudado os cupons fiscais, já que seu comportamento de consumo não é condizente com as informações socioeconômicas do ganhador.

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Nota Fiscal Paulista restitui parte do imposto pago pelo consumidor (divulgação)

Durante todo o ano o homem realizou compras quase que diárias em uma loja de materiais de construção especializada em madeiras. A suspeita do Fisco é de que o homem seja funcionário da loja e tenha colocado o CPF próprio nas notas em que os consumidores não quiseram incluir o número do documento.

As regras do NFP proíbem que o cidadão coloque o CPF ou CNPJ em compras que não sejam de consumo próprio, o que caracteriza fraude financeira.

O prêmio do mês de Junho de 2017 ficará bloqueado. Caso a fraude seja comprovada o ganhador será excluído do programa e perde direito ao prêmio. O prêmio, por sua vez, não volta a ser sorteado, ele volta aos cofres públicos, conforme previsto no regulamento do Nota Fiscal Paulista do Governo do Estado de São Paulo.

Todos os prêmios de maior valor passam por uma análise criteriosa da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para verificar se as compras realizadas nos últimos 24 meses são compatíveis com o perfil socioeconômico do ganhador. Essa é a primeira vez que a Sefaz faz o bloqueio de um prêmio de R$ 1 milhão.

O sortudo é morador de Cotia e tem 46 anos, a suspeita é que ele seja funcionário da loja onde as compras com seu CPF foram realizadas. Já que praticamente todos os dias foram realizadas compras de alto valor no estabelecimento.

Nas redes sociais diversos contribuintes se posicionaram contra a decisão do governo de não sortear novamente o prêmio caso a fraude seja comprovada. O regulamento prevê que o valor volte para os cofres públicos, o que não parece ser justo, visto que o ganhador cometeu fraude, tirando o direito de outro consumidor de ganhar.